quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Para onde vamos? — A lista

Fizemos um bocado de pesquisa. Quais cidades nos interessariam? E por quê? Quais são os critérios que nos fizeram colocar uma cidade na lista? Ou qual critério nos fez tirar uma? Neste post vou explorar nossa lista e como chegamos nela. No final farei um adendo sobre cidades de modo geral.

#A lista

A lista hoje é: Brasília, Belo Horizonte, São José dos Campos, Curitiba, Joinville, Bento Gonçalves.

Mapa simbolizando as cidades que estamos considerando para mudar de cidade no Brasil.

#Os critérios

O que nos levou a escolher essas cidades? E por que não cidade "X" ou "Y"? Bom, são basicamente quatro critérios:
  1. Ter uma boa Igreja Presbiteriana do Brasil.

    Pra ser honesto, o que mais torna penosa essa viagem, é ter que abrir mão da Segunda Igreja Presbiteriana de Boa Vista. Foi onde crescemos, onde tenho amigos mais que chegados que irmãos, amparo e suporte espiritual pautados na boa Palavra. E como sou membro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde os 5 anos de idade, não faria sentido ir para outra denominação.

    Se for pra se mudar para outro lugar, o mínimo que esse lugar tem que ter é uma boa igreja. Se chegarmos lá e não encontrarmos, por melhor que seja a cidade, ela será excluída da lista. Esse critério é inegociável.

  2. Clima

    Um olhar atento à nossa lista vai revelar que não temos nenhuma cidade do Norte ou Nordeste. A nossa filosofia é a seguinte: "Quente por quente, ficamos em Boa Vista, que pelo menos aqui já conhecemos tudo." Não faz sentido pra gente fugir do clima quente e encontrar outro. Além disso, não somos de praia, nem de turismo ecológico, somos de quietude e climas agradáveis. Comentarei em outro post como o clima de Boa Vista tem nos limitado e nos feito pensar numa mudança.

    Vale ressaltar que também não estamos à procura de extremos. Pra gente não faz sentido também ir para um lugar tão frio que seremos maltratados pelo clima do mesmo modo. A questão é somente quanto frio poderemos suportar e quais condições as cidades nos oferecem para que o clima ameno possa ser suportado.
     
  3. Conectividade

    Já pensou morar numa cidade onde basta pegar um voo e você pode estar em qualquer lugar do país sem precisar fazer longas escalas ou ficar limitado a poucos voos disponíveis? Já pensou morar num lugar onde basta pegar o carro e em poucas horas você está em outro lugar interessante de se visitar? Ou pegar um ônibus que não custe metade do valor de uma passagem de avião? Ou mesmo uma passagem de avião a um preço decente?

    Não sei se isso será possível, mas não custa sonhar. E isso pesa um pouco na nossa análise.

  4. Acesso às artes

    Quando vocês verem o post sobre Boa Vista, verão que muitos dos pontos aqui vão se repetir. Este último pesa mais pra mim do que pra Laryssa, claro. 

    É que gostaria de ter um lugar onde houvesse opções de diferentes artes. Visitar um museu, sabe? Ver uma exposição numa galeria, participar de um sarau, ouvir uma orquestra, ou mesmo um artista local indie. 

    O problema é que já experimentei morar num lugar assim antes, e eu sei que é possível. Um artista que não tem acesso à arte encolhe, definha, vai morrendo devagar. Sei que soa como exagero, mas tenho certeza de que todo artista que estiver lendo isso vai concordar. Por isso, gostaria muito de morar em um lugar com acesso às artes.

#A pesquisa

Com esses critérios em mente, olhamos para o mapa do Brasil e começamos a ver quais cidades poderiam nos atender. A lista em determinado momento teve 20 considerações, das mais diversas possíveis. 

Algumas cidades não entraram porque não vimos boas IPBs, pelo menos na nossa pesquisa inicial. Outras, porque eram turísticas demais (então os preços, já viu, né?). Várias foram cortadas porque nos pareceram pequenas demais, onde não teríamos a conectividade e acesso às artes que buscamos. Outras, por outro lado, já foram cortadas por serem grandes demais. Não queremos uma megalópole onde vamos ficar 2 horas no trânsito todos os dias, precisamos de um meio-termo. Na verdade, a Laryssa resumiu muito bem: "Tu quer mesmo é uma Boa Vista, mas nesses critérios aí!" Não tive escolha senão olhar para ela com surpresa e reconhecer: "É mesmo!"

Consideramos várias cidades no processo. Só pra ter uma ideia, estiveram na lista em algum momento: Campinas/SP, Vila Velha/ES, Juiz de Fora/MG, Jaraguá do Sul/SC, entre muitas outras no interior de São Paulo. No final ficamos com essas aí da lista oficial. 


#"X" é boa para se morar?


Conforme nossa viagem se desenrolar, esta será a pergunta essencial deste blog: cidade tal é boa para morar? Precisamos falar sobre isso, porque a resposta sempre vai ser: depende. Tenho uma tia que adora Americana, em São Paulo. Tenho um primo (filho desta mesma tia) que odeia Americana. Ué? Americana é boa para morar ou não, afinal? Depende. 

Depende dos seus objetivos, do que você procura numa cidade. Tem gente que odeia o agito da cidade grande e não vê a hora de se mudar para uma cidade pequena e pacata. Tem gente que odeia a calmaria da cidade pequena e não vê a hora de morar numa cidade grande. Ambas têm seus prós e contras, depende mais do objetivo do indivíduo do que da cidade em si.

Isso tudo para dizer que talvez eu venha a escrever algo aqui que incomode moradores da cidade, ou mesmo gente que já visitou o lugar e se sinta tentada a dizer: "Nada a ver isso aí que ele tá falando, cidade tal não é assim, ele que não conhece o lugar." Pode ser verdade? De acordo com a experiência daquela pessoa, pode. Mas não conseguimos viver a vida dos outros, só temos a nossa. Logo, nossas experiências são o guia que temos para tomar decisões, querendo ou não. 

Por isso, após a visita a uma cidade, a conclusão a que eu chegar será apenas um reflexo da nossa experiência. Não precisa ser da sua, que talvez tenha sido completamente diferente no mesmo lugar que formos. Não obstante, tentarei trazer todos os motivos e uma explicação para dizer se uma cidade é boa para morar ou não. 

Vamos ver o que vem por aí!

2 comentários

  1. Não sei se já verificastes, mas ser IPB não garante muita coisa. Assim como há cidades, e até bairros, onde batistas vão a igrejas presbiterianas por falta de boas igrejas verdadeiramente batistas, há lugares onde é o contrário.

    De qualquer modo, algumas dessas cidades notadamente têm igrejas batistas boas ou ao menos razoáveis (BH, mas especialmete Curitiba e acima de tudo SJdC), a verificar se têm boas presbiterianas, IPB ou não.

    Há mesmo lugares onde as IPBs são uniformemente neopentecostais, ou neoortodoxas, ou arminianas, ou dispensacionalistas extremas, ou simplesmente mundanizadas… forçando os bons presbis a irem a uma igreja presbiteriana conservadora ou a uma batista reformada, quando há.

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    1. Bom dia, muito obrigado pelo comentário!

      Sim! Estamos cientes de que o nome "IPB" em si não representa garantia nenhuma. No tempo em que eu trabalhava pro governo, viajei bastante a serviço e tive oportunidade de visitar várias igrejas presbiterianas no Brasil e fiquei bem chocado, pois vi exatamente o que você descreveu em várias situações.

      Parte da nossa pesquisa inicial envolveu procurar boas IPBs nessas cidades. Conversei também com bons pastores que puderam me recomendar igrejas nessas cidades. Em todas elas estamos indo já mais ou menos direcionados; muito embora, claro, a experiência no local fará toda a diferença.

      Muito obrigado pelo comentário!

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